20 de agosto de 2020

Clipping – Correio – Classe média tem momento positivo para compra de novos imóveis

Soa estranho afirmar que um setor vive momento favorável para captação de clientes em meio a uma pandemia que provoca crise financeira e econômica sem precedentes. Mas é isso mesmo que está acontecendo. Principal fonte de financiamento de imóveis para a classe média, a poupança vive momento recorde de captação de recursos. A isso é somado um cenário de juros baixos, o que permite que mais famílias tenham acesso a crédito. Fatores que dão uma boa oportunidade ao mercado imobiliário.

O problema agora é trazer o cliente para junto e conseguir convencê-lo de que a hora é boa para adquirir a casa própria ou mudar para um imóvel maior. Por isso construtoras apostam em promoções e condições de pagamento personalizadas para atingir o público e fechar negócio.

A JVF Empreendimentos completou 10 anos de vida ontem (19/8), mas garante que customiza propostas de vendas desde o seu primeiro ano de vida. Em Salvador, a empresa já entregou condomínios na Vila Laura, Pituaçu, Jardim Armação e no Cabula – bairro que segundo a sócia-diretora Juliana Oliveira virou o local preferido da construtora. “Trata-se de um bairro rico em serviços e que enxergamos que ainda precisa de uma maior excelência na oferta de imóveis. Toda a região combina com o nosso público, quase 80% de nossos clientes eram moradores de lá e continuaram no bairro, mas em uma casa nova”, conta.

Quem quer conseguir crédito imbiliário, principalmente para aquisição de imóveis a partir de R$ 240 mil – ou os médio padrão – está com a faca e o queijo na mão ao optar pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE, uma linha de crédito imobiliário que usa recursos da poupança). Segundo o Banco Central, houve uma captação líquida recorde da poupança de janeiro a julho de 2020, somando um montante de R$ 87,9 bilhões. O valor impressiona, principalmente quando comparado com o mesmo período do ano passado, que teve um resultado negativo em R$ 13 bilhões.

O economista Marcelo Andrade Filho diz que isso significa que há uma janela de crédito para famílias com renda a partir R$ 5 mil. Ele ainda afirma que as concessões de financiamento mostram que houve procura por compra de imóveis mesmo nos meses em que a pandemia viveu seus momentos mais críticos.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) aponta que houve um avanço de 37% no número de financiamentos em todo o Brasil durante o ano de 2019, e trabalha com uma expectativa de ter uma nova crescente neste ano, desta vez de 12%. No entanto, segundo Marcelo Andrade, toda essa expectativa pode ser frustrada em função do desempenho econômico do segundo semestre de 2020.

Presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha explica que a pandemia trouxe novas relações das pessoas com seus lares. Ainda segundo Cláudio Cunha, as menores taxas de juros e uma inflação sob controle estimulam o investimento imobiliário e contribui com o aquecimento do mercado. O resultado disso é expressado em números: em Salvador e Região Metropolitana foram R$ 70 milhões no valor geral de vendas e quase 300 unidades vendidas desde junho.

“O consumidor entende as vantagens de investir em imóveis e está respondendo às oportunidades do mercado”, diz Cunha.

Condomínio pago

Juliana Oliveira explica que a grande aposta da JVF é em levar confiança para que os clientes façam o investimento, principalmente por entender que os públicos das classes B e C fazem uma única negociação dessas proporções durante a vida.

“É um momento especial e não podemos tornar isso um pesadelo, muito pelo contrário. Então temos seriedade para entregar os empreendimentos no prazo e também criamos promoções como o Clube do Amigo Vizinho, nosso programa de incentivo que premia os moradores que indicam novos clientes com o pagamento de 6 meses de condomínio”, conta.

Essa alternativa, de acordo com Juliana, fortalece os laços com quem já é cliente e ainda auxilia a fazer novas prospecções a curto-prazo. Moradora do Allegri Cabula, a professora Fernanda Sturaro se mudou há pouco mais de um ano e indicou mais de 15 pessoas. Cinco delas fecharam negócio e com isso ela ganhou 2 anos e meio de isenção na taxa condominial. E garante que vai em busca de mais 6 meses.

Pronto para morar, o Vivace tem apartamentos a partir de R$ 255 mil, ou descontos que vão até R$ 29 mil. Neste mesmo condomínio é possível financiar até 90% do imóvel. A JVF também oferece facilidades na entrada, como, por exemplo, o pagamento com o FGTS e primeira parcela para 60 dias, sem correção no valor do financiamento.

 

Fonte: Correio