20 de agosto de 2020

Clipping – GaúchaZH – Como reduzir a prestação do financiamento imobiliário

O aquecimento do setor imobiliário chama a atenção na crise e gera até escassez de insumos, como aço e MDF. A tomada de financiamentos imobiliários disparou, o juro reduzido deixou o crédito atrativo, a inadimplência baixa faz os bancos olharem com mais carinho para os pedidos e o estímulo à construção tem sido uma das formas de o governo federal minimizar o impacto da pandemia na economia. A pesquisa Raio-X FipeZap do 2º trimestre apontou que 43% dos entrevistados pretendem comprar imóveis nos próximos três meses. É uma alta forte em relação aos 36% do trimestre anterior. A maior parte é indiferente se o bem é usado ou novo e a ampla maioria, 88%, quer mesmo para moradia própria.

Ao mesmo tempo, proprietários precisaram vender às pressas e a renda apertada de uma parte dos compradores pressionaram preços para baixo. O cenário favorece quem tem dinheiro na mão. Entre as negociações, 71% tiveram desconto no preço, o maior patamar da série história. A redução média fica em 13%.

Mas e quem já tem o financiamento em andamento? Com o juro caindo, alguns empréstimos até ficaram com taxas caras demais. E sempre é hora de negociar, por mais que possa cair ainda mais o juro. A opção para os mutuários, então, é a portabilidade, que é levar o financiamento para outro banco que oferecer melhores condições. Principalmente, um juro menor. A coluna tem relatos de leitores que reduziram a prestação em até R$ 500. Sites especializados afirmam que transferir o empréstimo para outra instituição pode representar uma economia de R$ 200 mil no valor final.

Conforme o Banco Central (BC), embora ainda representem uma pequena fração do número total de créditos existentes, em 2019 foram efetivados 4,6 mil pedidos de portabilidade de crédito imobiliário, 200% a mais do que em 2018. O pedido de portabilidade muitas vezes termina com a renegociação da taxa com o próprio banco, que prefere manter o cliente do que perdê-lo para o concorrente. Até mesmo porque a inadimplência do financiamento imobiliário é baixa, já que o devedor teme perder o imóvel.

Segundo o Banco Central, há 570 mil operações de crédito contratadas antes de 2019, adimplentes e com juro acima de 10% que podem pleitear a portabilidade. Então, peça propostas para instituições financeiras concorrentes e compare taxas. É possível que você consiga condições melhores de pagamento. No momento de simular a nova parcela, não considere apenas a taxa de juros informada, porque, na composição de preço, há ainda outras tarifas e seguros. Solicite o chamado Custo Efetivo Total, mais conhecido por CET e que soma todos esses valores.

Em tempo, a portabilidade não é restrita a financiamentos imobiliários. Ela é uma opção também para outras dívidas.

Exemplo de redução

  • Contrato de R$ 300 mil, taxa de juros de 10% ao ano, duração de 30 anos
  • Taxa após renegociação ou portabilidade: 9% ao ano
  • Desconto: mais de R$ 40 mil no total
  • Desconto na prestação: R$ 200 por mês (ou 7,9%)

 

Fonte: GaúchaZH