21 de fevereiro de 2008

Mercado Imobiliário: até 2010 serão investidos cerca de R$ 96 bilhões pelo SBPE

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevê aplicação de R$ 25 bilhões no setor habitacional em 2008 com o financiamento de aproximadamente 250 mil moradias. Em 2007, o montante aplicado foi de R$ 18,30 bilhões para a produção de 195 mil imóveis. Somente em janeiro deste ano o total de contratações somou 17 mil unidades, um crescimento de 93% sobre janeiro de 2007, envolvendo R$ 1,6 bilhões. A tendência é de expansão do crédito imobiliário continuar até 2010, na ordem de 26% ao ano, o equivalente a financiar R$ 31 bilhões em 2009 e R$ 40 bilhões em 2010. A informação foi prestada hoje (19.02) em Porto Alegre pelo membro efetivo do Conselho de Administração da Companhia de Securitização (Cibrasec), Décio Tenerello, durante reunião almoço do Sinduscon-RS. Segundo o presidente da entidade promotora do evento, Carlos Alberto Aita, do total de recursos previstos para financiamento habitacional no País através do SBPE, cerca de 8 a 10% devem ser direcionados ao Rio Grande do Sul.

Uma regulamentação de mercado visando a segurança jurídica, a estabilidade econômica, a recuperação de renda do trabalhador e o aumento da oferta de empregos são fatores determinantes para a continuidade da expansão do crédito imobiliário no Brasil. A flexibilização das condições de crédito com prazos de pagamentos mais amplos, menores juros e maior cota de financiamento, propiciou um aumento de 69% ao ano dos valores contratados para a construção de mais de 461 mil unidades no período de 2003 a 2007.

Para Décio Tenerello, trata-se de um novo ciclo de crescimento do mercado imobiliário, porém, muito longe ainda para uma solução do déficit habitacional que atinge 7,964 milhões de unidades. Desse total apenas 3,7% se concentram entre famílias com renda superior a cinco salários mínimos e 6% entre 3 e 5 salários mínimos, podendo em curto prazo serem atendidos pelo mercado. “Mas a grande fatia desse universo (aproximadamente 90,3%) ainda depende de subsídios para o acesso à moradia”, salienta. Ele lembra ainda que os construtores também têm um papel importante nesse contexto, com a produção de imóveis mais compatíveis com o déficit. É claro que sob este aspecto a desoneração da cadeia da construção para reduzir os valores das unidades para a população de menor renda é determinante.

Quanto a novas propostas para dinamizar o crédito imobiliário, como ex-presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Tenerello defende propostas já apresentadas ao Governo Federal e que ainda estão em fase de estudos, como a desburocratização do sistema de registro de imóveis, através da centralização; desoneração tributária e a alteração do modelo de crédito imobiliário com a regulamentação apropriada para o efetivo funcionamento do mercado secundário, através do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). “A principal forma de captação de recursos do SBPE é a caderneta de poupança, mas o mercado secundário, através da securitização de recebíveis está pronto para alavancar mais recursos pra o crédito imobiliário”, conclui.

Fonte: Sinduscon-RS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *