22 de setembro de 2020

Projeto 40 Anos Fazendo História entrevista Ademir dos Santos – Sócio-fundador do Colégio Registral do RS

Para marcar seus 40 anos em 2020, o Colégio Registral do Rio Grande do Sul está contando um pouco de sua história e de sua atuação, por meio da vivência de importantes pessoas que contribuíram para seu desenvolvimento, como os sócios-fundadores. O objetivo é compartilhar experiências e homenagear a relevante participação destas pessoas, para mantermos vivas as memórias da instituição.

Confira abaixo a entrevista com o sócio-fundador Ademir dos Santos, hoje aposentado, mas que atuou como registrador no Ofício dos Registros Públicos de Seberi (RS).

“O Colégio Registral do RS é a garantia da proteção dos interesses da classe, a defesa da Lei, a assessoria jurídica, e o apoio necessário para o bom andamento do serviço prestado à comunidade” – Ademir dos Santos, sócio-fundador

 

Colégio Registral do RS – Como se sente em fazer parte dos 40 anos de história do Colégio Registral do RS, sendo parte fundamental de sua instituição?

Ademir dos Santos – “Em 1976, foi criada a Comarca de Seberi, e eu participei da Comissão que solicitava a criação do Ofício dos Registros Públicos. Em seguida, em 04 de junho de 1976, a Comarca e o Ofício foram instalados e eu fui nomeado para a serventia. Como Seberi foi o primeiro a ser instalado, comecei a procurar e estudar as práticas, buscando informações na Corregedoria Geral da Justiça do Estado (CGJ-RS) e com os colegas mais antigos da área. Comecei a ir a Porto Alegre, uma ou duas vezes por mês, e realizava reuniões com uma comissão que estava sempre atenta, defendendo os interesses da classe. Comissão que contava com João Pedro Lamana Paiva, Miguel Oliveira Figueiró e muitos outros. Visitávamos os deputados na Assembleia Legislativa do Estado (AL/RS), sempre que havia um Projeto de Lei que nos afetasse, a fim de defender nossos direitos. A partir daí, surgiu o Colégio Registral do RS para representar a classe. Então, desde essa época, estive envolvido nessas ações, até minha aposentadoria.

Eu me sinto muito feliz, privilegiado e orgulhoso de fazer parte dos 40 anos da fundação do Colégio Registral do RS e, mais tarde, de fazer parte da fundação da Associação dos Registradores e Notários do Alto Uruguai e Missões (ARN), participando da sua Diretoria”.

 

Colégio Registral do RS – Quais foram as suas principais participações na criação da entidade e na construção de seus feitos?

Ademir dos Santos – “Além destas que descrevi, a presença em todas as atividades e solenidades convocadas pela entidade”.

 

Colégio Registral do RS – Na sua opinião, quais as maiores conquistas da entidade para a classe registral nestes 40 anos de atuação?

Ademir dos Santos – “O respeito e a confiança que a população tem com a classe. Na minha cidade, quando o oficial dava as informações, os clientes, o juiz, os promotores, sempre respeitavam e confiavam, porque era esta a verdade, o melhor caminho a seguir e o que as leis diziam. Nas Comarcas em que trabalhei foi sempre assim”.

 

Colégio Registral do RS – Para o senhor, qual é a importância do Colégio Registral do RS para a classe registral gaúcha?

Ademir dos Santos – “O Colégio Registral do RS é a garantia da proteção dos interesses da classe, a defesa da Lei, a assessoria jurídica, e o apoio necessário para o bom andamento do serviço prestado à comunidade, sempre com muita clareza e garantia dos seus direitos”.

 

Colégio Registral do RS – Qual sua visão sobre a atividade extrajudicial atualmente?

Ademir dos Santos – “Na minha modesta visão, as atividades extrajudiciais ainda pertencem àquelas que possuem o maior prestígio na sociedade. Vivemos em uma sociedade que está sofrendo muito no mundo político, jurídico e moral. Impressão de que não existe mais ética, de que estamos vivendo em um mundo que parece que temos que levar vantagem em tudo, que ser honesto é uma desmoralização. Temos que lutar para mudar isso tudo”.

 

Colégio Registral do RS – E seu recado para quem nos lê?

Ademir dos Santos – “Devemos acreditar em um mundo melhor, com cada um fazendo a sua parte e tentando corrigir aquilo que é errado. Só é preciso aceitar o amor entre os povos e manter o respeito uns com os outros, pois assim teremos um mundo melhor para nossos descendentes e uma vida feliz por aquilo que fizemos”.

 

Fonte: Caroline Paiva
Assessoria de Imprensa – Colégio Registral do RS