6 de novembro de 2020

Projeto 40 Anos Fazendo História entrevista Paulo Ricardo de Ávila – Presidente do Colégio Registral do RS gestão 2016/2017

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Nesta série de vídeos e entrevistas, o Colégio Registral do Rio Grande do Sul busca contar um pouco de sua história e de seus 40 anos de atuação e representação, por meio da vivência daqueles que passaram pela Presidência da entidade. O objetivo é compartilhar experiências e relembrar a passagem destas pessoas que são memórias vivas da instituição.

Confira abaixo a quinta entrevista da série, com o ex-presidente Paulo Ricardo de Ávila, que esteve à frente da gestão no biênio 2016/2017.

“O Colégio Registral do RS sempre exerceu um papel de liderança na classe e sua importância é o reconhecimento em todos os setores”
Paulo Ricardo de Ávila, ex-presidente (gestão 2016/2017)

 

Paulo Ricardo de Ávila Iniciou a carreira extrajudicial em 1976, no Tabelionato Edler, em Cruz Alta (RS), como estafeta. Foi tabelião de Notas em Quaraí (RS), de 1988 a 1991, e em seguida assumiu como registrador de imóveis e tabelião de protestos no Ofício dos Registros Públicos de Teutônia (RS), onde exerce a profissão até hoje.

Graduado em Direito pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz), possui pós-graduação e mestrado pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Atuou também na área judicial como escrevente, ajudante, distribuidor contador e também escrivão judicial. Foi presidente da Associação dos Notários e Registradores do Rio Grande do Sul (Anoreg/RS) no biênio 2016/2017, além de ter participado de Diretorias de outras entidades, como da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio Grande do Sul (Arpen/RS), da Fundação Escola Notarial e Registral do Rio Grande do Sul (Fundação Enore), do Instituto de Registro Imobiliário do Rio Grande do Sul (IRIRGS), e do Sindicato dos Registradores Públicos do RS (Sindiregis).

Ávila relata que o convite para ser presidente do Colégio Registral do RS, na gestão de 2016/2017, foi uma surpresa. “Haviam grandes nomes que poderiam assumir”, disse.

O ex-presidente considera que o período em que atuou na gestão da entidade foi difícil e que ainda é um desafio existir enquanto classe privada, em face dos ataques constantes. “Sempre são tempos difíceis, e no período de minha gestão tivemos o encaminhamento do projeto de alteração da Lei de Emolumentos, que foi nosso principal desafio, pois era muito polêmico e gerou muitos atritos com o Poder Judiciário”, relatou.

Paulo Ricardo de Ávila durante apresentação da Central de Registro de Imóveis do Estado (CRI-RS) aos participantes do 73º Encontro Estadual de Tabeliães de Notas e Protesto do RS, em Porto Alegre (RS)

Com relação às bandeiras levantadas e as vitórias frente à classe registral, Ávila citou a importante representatividade do Colégio Registral do RS. “Acredito que a maior conquista da entidade nestes 40 anos de atuação é existência da nossa classe com toda sorte de injustiças contra nós. Não saberia enumerar as principais conquistas da minha gestão, até porque quase sempre participei das Diretorias e as vitórias sempre foram dividas entre todos membros. Talvez um marco tenha sido o início do planejamento estratégico”, relembrou.

Para o registrador, o Colégio Registral do RS sempre exerceu um papel de liderança na classe e sua importância é o reconhecimento em todos os setores, em especial o Poder Judiciário, o Poder Executivo e o Legislativo.

“Me sinto honrado em fazer parte dos 40 anos de história da entidade, mas ao mesmo tempo decepcionado com determinadas atitudes de colegas que não entendem o quanto trabalhamos, às vezes tendo prejuízos pessoais, familiares, profissionais e até financeiros. Recebemos críticas gratuitas nada construtivas. Mas faz parte da vida. Ninguém obriga ninguém a fazer parte da Diretoria. Tem que ser alguém capaz de se doar em prol da profissão”, opinou.

Sobre os profissionais extrajudiciais, Ávila ressalta que possui esperança em parte dos novos grupos de colegas que começam a surgir por meio dos concursos públicos. “Tem muita gente boa, mas só o tempo dirá quem é quem”, comentou.

Por fim, o ex-presidente deixou um recado para quem lê:

“Não é bem um recado, mas sim um pedido: Sejam tolerantes. Conheçam e valorizem o trabalho daqueles que se doam pelas entidades e pela causa. Críticas construtivas sempre foram bem-vindas, desde que sejam apresentadas soluções. Não existe entidade sem as pessoas. Apenas rogo que tenham mais tolerância e que trabalhem em favor da classe”.

 

Fonte: Caroline Paiva
Assessoria de Comunicação – Colégio Registral do RS